segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pensamentos Aleatórios – Não mais deitado eternamente em berço esplêndido.

No texto anterior eu fiz uma breve e rápida introdução ao cenário econômico global. Nesse novo texto vou abordar uma coisa que eu sempre me perguntei:

"Se a China é o maior produtor de bens de consumo do mundo. A Índia tomou seu posto como supremacia na área de Software e Hotlines.Rússia vai lentamente sugar os países próximos usando de suas necessidades materiais, O que resta ao Brasil? "

Galera a pergunta é séria, quando escutamos esses discursos ufanistas de blogueiros, economistas entusiastas e pastores nos cultos dominicais. Não levamos em conta que talvez, esses idiotas estejam falando de uma coisa que eles mesmos não tem noção do que seja. (não que eu tenha...)

Observando a posição geográfica do Brasil, nos estamos relativamente próximos aos EUA e a UE, literalmente metade do caminho da China e Índia. O que é ótimo! Pois para grandes empresas “poderia” ser extremamente vantajoso instalar fábricas no pais e depois exportar para a Europa, Canadá e EUA. Ai é nessa hora que o mala pensa : “é mais a china oferece bla bla bla bla...”, Vale lembrar que esse é um texto de análise estratégica e POTÊNCIAL.

Nos temos a maior reserva natural do planeta, Dos quatro países que compõe o BRIC o Brasil é o único que tem reservas naturais abundantes e muitas delas intactas, vocês não sabem disso mais a Petrobras e a Vale sabem de todo o potencial mineral que nosso país tem, muito mais muito além da produção de petróleo e aço. Pra falar a verdade a parada é tão séria que o governo não faz muito alarde e nem os meios de comunicação comentam muito, mas a Vale agora passa por uma GUERRA, sim GUERRA, o governo briga para manter o poder sobre a futura maior mineradora do mundo enquanto todos os outros capitalistas do mundo lutam para tornar a vale uma empresa de capital aberto... claro.

(fiquem calmos que não estou defendendo o PT não, num futuro não muito distante vou escrever o porque eu sou completamente imparcial quanto a essa merda toda)

Voltando, Temos Independência Energética, na verdade temos potência para independência energética, Os países vizinhos sabem disso, alguém aqui acredita que o Evo Morales, presidentes da Bolívia é idióta, todo aquela merda de acabar com o gás e o caraleo foi só pra lembrar pro Brasil que nos dependemos dos países próximos, por hora ele fez um acordo lega com o governo e claro conseguiu aumentar um pouco os lucros com a exploração de gás boliviano pelo Brasil. Mas ele sabe que isso não vai durar pra sempre.

Pra Falar a verdade todos os países sul-americanos e norte americanos sabem disso. O Brasil é o país mais perigoso da América.

Nos somos o único pais OCIDENTAL-TRUE. Rússia e china ainda vivem o fantasma do comunismo e isso coloca a credibilidade dos seus governos em duvida pelos outros países do mundo. Que sabem o que acontece quando um país é controlado por um pequeno grupo de pessoas, “o poder corrompe as pessoas, o poder absoluto corrompe absolutamente” ( zeitgeist). Esses sistemas já ruíram uma vez, e tem tudo para ruir novamente, ou seja são formas de governo instáveis e que são desacreditadas pelos outros estados.

O Brasil, teve um nascimento bem diferente dos EUA, fomos colonizados por vários povos diferentes, pra falar a verdade todos os povos e culturas do mundo se misturaram aqui, o Brasil foi o pais que abrigou os ladrões, os criminosos os falidos e miseráveis de todo o mundo, que fugiam das suas vidas terríveis e destinos cruéis em seus continentes natais.

Por mais incrível que pareça hoje em dia nosso país não tem o mesmo perfil político-econômico dos outros países do mundo. Nos somos bem vistos e bem recebidos por todas as pessoas “CULTAS” do mundo. Nosso sistema político apesar de tudo é uma democracia. Nossa economia não está nas mãos de banqueiros como os EUA está. Nos temos uma classe média extremamente culta e bem informada (apesar de pequena). E temos a maior cevejaria do mundo e as melhores festas da galáxia!

Nosso país tem potencial pra ser foda pra caraleo!

Continuando, a Rússia ignora e com um sorriso na cara metendo a mão nos pequenos países próximos que ainda são dependentes economicament dela, a China levantou cotoco pra todos e #SeFodeAiNerdão, se blinda pras influencias globais, quer isolar a comunicação interna do pais, não que eles tenham algo que preste trafegando na internet deles.

A Índia por outro lado é totalmente aberta a web, e desponta como lider mundial de produção de soluções em software e telecom. Porém a Índia sofre dos seguintes problemas, corrupção, má distribuição de renda, população monstruosa que ao contrario dos chineses não tem ninguém para quem possam se oferecer para como escravos.

Mesmo assim o Brasil cresce lento, em comparação aos outros países. Mas se você for parar pra pensar em velocidade de crescimento de sistemas naturais, os que mais estáveis e que seguem em frente são sempre os mais lentos.

E como nos podemos aproveitar isso?

Lucas Carvalho Leal, I see’em up ahead lets rock and roll

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pensamentos Aleatórios – BRIC, o que você vê, mas não enxerga.

Esse texto introdutório servirá para ilustrar e preparar os leitores para duas futuras conclusões baseadas em análise do conteúdo apresentado.

Nos últimos 10 anos, o mundo passou por diversas revoluções econômicas, políticas e sociais. Interessante é notar com essas revoluções ocorreram não no mundo real. Eu não estou falando da crise do petróleo ou a crise do sistema imobiliário nos EUA, que causou um efeito dominó na economia do mundo, criando um cenário de incerteza econômica terrível, afetando de forma implacável até as mais robustas economias do planeta.

Também não estou me referindo ao despertar do dragão vermelho oriental e dos países que compõem o BRIC. Que sempre, SEMPRE, estiveram participando da economia global de forma ativa, mas nunca receberam a atenção adequada por parte da população mundial.

O capital só virou seus olhos para os países que compõem o BRIC, devido à instabilidade e a insegurança no investimento dos demais países desenvolvidos, simples. Sendo assim essa onda de pais emergente nada mais é do que uma tremenda jogada de marketing.

Pior do que ter dinheiro é ter dinheiro parado. Dinheiro faz mais dinheiro, mas pra isso ele necessita estar em movimento. O investimento nos países de produção como China, índia, Brasil e Rússia por parte dos grandes empresários do mundo nada mais é do que a aposta mais segura para continuar fazer o dinheiro circular. Investir em marketing para vender imagens de países onde investimento é igual a lucro é necessário. Sim conseguimos ver os efeitos desse fluxo massivo de capital dentro de nosso país, o crescimento econômico, a melhora do poder de compra, o mercado é uma maquina que se alimenta e cresce sozinha se bem ajustada.

Mas essa onde de investimento estrangeiro não vai durar para sempre. O capital vai continuar fluindo pelas artérias desses países em franco crescimento até que tudo que exista pra ser consumido seja consumido, No caso da China e Índia mão de obra, no caso do Brasil e Rússia matéria prima. E quando o capital necessário pra fazer essas maquinas trabalharem não estiver mais rendendo lucro o suficiente para justificar o investimento, o fluxo vai diminuir de intensidade até encontrar uma nova tacha de custo benefício aceitável por parte dos grandes investidores.

Acho incrível como só agora as pessoas estão se dando conta de como existem chineses andando pelas ruas, e se perguntando coisas obvias, por exemplo :

- De onde vieram esses chineses?!

Claro que os chineses vieram da china, você que foi cego a ponto de notar neles só agora. Isso está acontecendo no Brasil hoje, mas a dez anos aconteceu nos EUA e na Europa, hoje em dia a população desses países se pergunta:

- Da onde vieram esses indianos!!?

Não vai demorar muito vamos começar a ser invadidos por Indianos no Brasil também, é uma questão de tempo.

Enquanto isso o Brasil não passa de lenda urbana e fonte de cartões postais para o mundo, grande exportador de prostitutas, jogadores de futebol e de vinhos argentinos.

Sabe aqueles dados que passam no jornal da noite, dizendo que o Brasil é o país que cresce em ritmo menor em relação aos outros países do BRIC? O nosso país tem direito a ser o país que cresce com ritmo menor, sim, direito!

O nosso pais é o mais jovem dos 4 países. China quase não tem mais recursos para alimentar seu próprio crescimento, a china consome tudo que vê pela frente, de aço brasileiro a grilos no espeto. Índia tem um numero gigantesco de pessoas que trabalham obedecendo ao sistema de casta, que é um sistema genial de escravidão, mas peca por não conseguir distribuir o dinheiro que possui, e como dito anteriormente, deixa de fazer ainda mais dinheiro e acelerar o crescimento do país.

A Rússia que ficou pra trás na corrida para se tornar elite mundial, Só por que perdeu a guerra fria. Tecnologia e recursos eles tem tanto quando o EUA, só que agora os empresários russos não vão mais se deixar se levar por contos de sociedade utópica, unicórnios rosa e peidos com aroma de morango.

A China vem investindo por 20 anos em capacitação e formação de um exercito de profissionais FODAS, a Índia vem fazendo isso pelos últimos 10 anos. O Brasil finalmente vai começar a investir pesadamente nisso. Espero que os leitores usem os neurônios e lembrem dos acordos feitos com EUA , futuramente com EU, lógicamente, para o intercâmbio de estudante e pesquisadores.

A Rússia corre por fora, eles querem mesmo é tornar os outros países da EU dependentes economicamente dos seus recursos naturais, como a Alemanha, por exemplo, é. Uma estratégia de dominação mundial um tanto quanto confortável e tranqüila.

Enquanto isso o Evo Morales e Hugo Chávez dão risada da nossa cara e tentam criar alianças entre si justamente para evitar que o estado brasileiro venha a se tornar líder da América latina. O que para nossos hermanos seria intolerável, pois pior que ser dependente do chefe, é não ser o chefe. Sem contar que eles ficam putos pelo fato de não entenderem o que falamos e nos entendemos eles perfeitamente. #BrFTW

Não se iludam crianças apesar de toda a tecnologia, ciência e evoluções sociais, o mundo ainda está em guerra, o mais forte manda, usar oportunidades para tirar vantagem dos outros não é covardia.

... wait!

Mas o que isso tem a ver com o dois primeiros parágrafos do texto? E o que tem a estratégia de desenvolvimento desses países a ver com vocês?

...Tem tudo, tudo a ver.

Lucas Carvalho Leal, Existe sim uma teoria unificada para tudo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

The Fall - Episódio 1 - Flechas Fantasmas

NOTA : Essa é a campanha de RPG que estou mestrando ( só isso).

O jovem humano vem cavalgando lentamente pelas estradas da cidade de águas profundas depois de sobreviver a uma fuga, simplesmente incrível, de um acampamento de anão nas montanhas próximas. Roubou um cavalo no caminho e agora procura por um local adequado para descansar e cuidar dos cortes que tem nas costas, causados por picaretas e machados dos mineradores.

Ele passeia cavalo por entre ruas tranqüilas do subúrbio de águas profundas. A cidade é muito limpa e organizada, faz justiça a fama que recebe, uma das cidades mais importantes do norte de faerûn. A cidade é famosa por ser um importante centro comercial, devido às diversas estradas que cruzam suas fronteiras e seu porto extremamente famoso.

Nico encontra uma rua comercial e entra na primeira hospedaria que encontra em seu caminho. O lugar estava limpo e organizado era um salão vasto com mesas e cadeiras e era possível ver as escadas ao fim levando ao segundo andar, onde provavelmente se encontravam os quartos. Um senhor muito simpático o abordou, e perguntou o que poderia fazer para ajudar.

Visivelmente fragilizado e com a roupa rasgada devido aos combates do dia anterior, Nico perguntou quanto custava para ter acesso a um quarto para dormir, o senhor prontamente disse que lhe custaria cinco peças de ouro por um quarto simples.

Nico infelizmente não possuía nenhum dinheiro, a única coisa que conseguiu durante sua ultima aventura foi uma bolsa mágica, que aparentemente não tinha fim, um belo tesouro, porem comparado com os outros tesouros que ele teve que deixar para trás para sobreviver, talvez não tenha sido um negócio tão bom assim.

O senhor, apesar de não demonstrar, não se sentia confortável em receber um hospede que aparamente acabara de se meter em confusão, Nico por outro lado agia como se nada tivesse acontecido, como se suas roupas cheias de sangue e cortes fossem extremamente aceitáveis, ainda mais numa cidade tão organizada e pacifica como águas profundas.

Nico tentou negociar o quarto e o pagamento para ser pago na manhã seguinte, mas infelizmente o dono da hospedaria não o aceitou por dois motivos, o primeiro motivo é que ele só aceitava pagamentos adiantados, o outro motivo, era que ele realmente não se sentiu confortável com a idéia de hospedar uma figura tão suspeita em sua hospedaria, imagine o que os clientes que vem para a festa do reino pensariam se vissem um cliente tão maltrapido como Nico pelos corredores.

Nico sai novamente a cidade a procura de um lugar para descansar, mas realmente suas roupas destruídas e sujas de sangue não o ajudavam em nada nessa missão. Enquanto cavalgava escutava diversos comentários sobre o evento que iria acontecer na cidade, um tipo de festa ou premiação, Nico não entendia nada mas ouviu o suficiente pra entender que seria algo grande.

Em outro lugar da cidade Alex, um anão clérigo, acaba de acordar de um sonho terrível enquanto orava para seu Deus. Acordou aflito com as imagens chocantes que teve durante sua meditação, inexplicavelmente tudo que ele conseguia pensar era na quantidade absurda de sangue que teve em sua visão, as cenas eram muito rápidas e chocantes, mas para Alex era obvio que tinha algo relacionado com o evento que ocorreria no fim de tarde na praça em frente ao templo, a imagem do palco cercada de corpos era muito clara, e isso só poderia ser um sinal.

Decidido obter mais informações e esclarecer a visão que acabou de ter, Alex sai do templo em direção a praça onde os preparativos para o evento real estavam sendo finalizados. Ficou claro para Alex que sua visão era real assim que colocou os olhos no palco, tudo era claro, ele tinha que informar a alguém o que estava preste a acontecer, muitas perguntas passavam pela sua cabeça na hora, como por exemplo, por que ele teria tido essa visão, teria sido uma mensagem do seu Deus?

Se fosse, por que ele teria sido escolhido para receber essa mensagem, ou por que seu Deus tentaria interferir num evento aparamente tão insignificante? Alex, perguntou a um dos guardas próximos para saber quem era o responsável pela segurança do evento, um guarda apontou para um homem próximo ao palco e disse que aquele era o coronel responsável pela organização da guarda real.

Sem muita diplomacia o anão chegou ao guerreiro humano, que usava uma armadura prateada imponente com uma ombreira vermelha e uma capa vermelha e dourada com o broche de águas profundas.

- Tenho uma péssima notícia para lhe dar senhor, acredito que esse evento será um grande desastre, acredito que muitas pessoas morrerão hoje aqui, caso a segurança não seja bem organizada. Temos que cancelar o evento.

- Olá para você também senhor clérigo, me desculpa mas acredito que segurança não será um problema hoje.

- Senhor eu tive uma visão horrível a poucos momentos atrás, e tenho forte pressentimento que é relacionado com o evento do dia de hoje.

- Não sei que tipo de visão horrível foi essa, mas aposto que qualquer tentativa de baderna hoje será punida com extrema força de nossa guarda.

- Então o senhor poderia me colocar no grupo de soldados ou no grupo de segurança do evento só por precaução?

- Seria ótimo adicionar seus talentos divinos a nossa força senhor clérigo, mas eu sou meramente um executor aqui. Infelizmente não tenho liberdade para adicionar pessoas a força por vontade própria.

- Então com quem eu devo conversar para conseguir fazer parte do corpo de segurança do evento?

- Creio que o senhor terá que conversar com o general do exército de águas profundas para isso, mas infelizmente ele é um homem praticamente inacessível.

- Mas onde ele se encontra? Acredito que eu tenho um objetivo divino ainda não revelado em relação ao que vai acontecer.

- Desculpe-me Sr. Clérigo, mas isso está fora das minhas competências. Mas fique tranqüilo que duvido muito que algo vá acontecer, ainda mais no dia que os três heróis da cidade estão sendo elevados ao cargo de tropa especial.

Alex ainda não acreditando que não tenha conseguido convencer ninguém do futuro rubro, que se aproxima a cada minuto, corre novamente ao templo agora com as portas fechadas e com dois paladinos guardando a entrada.

- Por favor tenho que voltar para dentro do templo e conversar com os outros clérigos.

- Desculpe mas nossas ordens são de impedir a entrada de pessoas não autorizadas ao templo de Torm.

- Por favor tenho que informar ao resto do seu grupo que o mal está para cair sobre essa cidade.

- Perdão, mas se isso fosse realmente um mal implacável Torm teria nos avisado de tal acontecimento, caso fosse necessário.

- Vocês tem que acreditar em mim, permitam-me entrar e conversar com outros clérigos!

- Infelizmente esse não é o templo do seu Deus Sr. Clérigo, estamos aqui cumprindo nosso papel. E até onde sabemos isso está correto.

- Quer dizer que seu Deus é desses que permitem que o caos e a desgraça caia sobre os vivos!

- Controle-se clérigo. Acredito que se isso que o senhor nos contou fosse realmente algo que fosse afetar o equilíbrio divino, a ponto do nosso Deus interferir... acredito que nos seriamos os primeiros a saber disso.

- Então vocês vão agir assim e vão permitir que centenas de inocentes morram!

- Não senhor, acreditamos que nos temos visões diferentes e fé diferente. Não permitiremos que acesse o interior do templo, agora se retire!

Não acreditando no que estava acontecendo Alex decidiu se posicionar próximo ao palco e para investigar melhor o perímetro. Em outro lugar da cidade um Guerreiro está entediado em um bar, não agüentando mais escutar as pessoas próximas falarem em um tal de Argus.

Vira-se para o taberneiro e pergunta mais informações sobre essa figura tão comentada pelos outros clientes. O taberneiro muito educado responde que Argus é um herói local, muito popular entre todos devido a todos os feitos incríveis de coragem e por tudo que fez em prol da segurança da cidade, comentando sobre um incidente em uma estrada em que capturou sozinho um grupo de seqüestradores de crianças.

Aaron fez uma cara de pouco interesse, deu um gole bem lento em sua caneca, e disse que talvez fosse interessante ver se esse cara é realmente tão forte e poderoso como todos dizem que ele é. O taberneiro então comentou que a cidade hoje receberia um evento especial. Aparentemente o governo estaria organizando um evento na praça na frente do templo de Torm para celebrar a elevação dos três heróis locais a nivel de guarda especial, um dos cargos de confiança do rei, extremamente importante.

Aaron pergunta o quão especial eles seriam para que o rei desse uma festa em nome deles. O taberneiro pensou um pouco, limpou um copo com a pano que tinha nas mãos e disse que talvez o rei esteja fazendo isso justamente para manter esses ícones sobre controle, segundo o taberneiro, a credibilidade do rei estava abalada. As cidades litorâneas próximas todas já foram alvo de ataques bárbaros, e aparentemente todos estão preocupados pelo fato do rei ignorar esses eventos e não aumentar o numero de guardas na rua. Atrelar esses nomes ao grupo de confiança do Rei talvez seja só uma estratégia populista.

O taberneiro continuou falando coisas sobre os futuros efeitos que esse evento causaria na sociedade, mas Aaron estava completamente distraído pensando se o tal do Argus era realmente um combatente tão bom assim. Pagou a conta e não demonstrou nenhuma remorso ao sair, apesar do fato do taberneiro ainda estar ali contando suas teorias. Saiu do bar sem dizer obrigado e foi em direção a praça em frente do templo de Torm.

Nico chegou uma hora antes do evento começar, a praça ja estava toda organizada e era possível ver que estava devidamente guardada pela força real. Temendo que suas roupas pudessem lhe causar mais problemas Nico se esgueira em um beco e ataca um floricultor enquanto este estava abaixado escolhendo ferramentas.

Nico volta a praça já com vestimentas simples, porém limpas. A roupa de jardineiro era perfeita, pois poderia ser usada pra justificar o motivo dele andar com duas adagas presas a cintura, pensava. Aaron chegou junto com o fluxo final de moradores para o evento, durante o caminho ele notou como boa parte da cidade estava migrando em direção a essa praça notou enquanto caminhava que algumas ruas possuíam guardas parados, próximos as esquinas e vários cavaletes de contenção próximos juntos aos guardas, nada suspeito na cabeça de Aaron.

Não demorou muito tempo duas carruagens chegaram pelos lado direito e esquerdo da praça. Eram justamente 4h da tarde, como estava escrito no cronograma. Da carruagem da esquerda saíram ao mesmo tempo três figuras vestindo capuzes azul escuro cintilantes, Dois Homens muito altos e um de estatura mediana.

Assim que a população se deu conta das três figuras saindo da carruagem todos entraram em frenesi e começaram a gritar no me de Argus. O homem mais baixo dos três começou a acenar com as mãos, não demorou muito tempo ele retirou o capuz e revelou o rosto sorridente, o rapaz de cabelos castanho e pele clara sorria e acenava em todas as direções. Aaron sentado no limite da praça afastado da confusão tentava entender por que um cara tão baixinho era tão popular.

Nico enquanto isso aproveitou a situação para descolar uns trocados dos plebeus eufóricos. Alex focou sua atenção na carruagem a direita que continha a família real, o rei saiu da carruagem escoltado, um homem de armadura totalmente vermelha se aproximou e disse algo ao ouvido do rei, que retribuiu com um sorriso simpático e seguiu escoltado por guardas reais até o palco.

O rei subiu ao palco seguido da banda real e seus três novos super populares seguranças. Fez um discurso breve homegeando seus feitos e comentou de maneira superficial sobre os eventos recentes que ocorreram nas cidades próximas, Aaron vaiava o rei ao fundo da praça, mas foi ignorado por sua majestade. falou sobre os ataques bárbaros e que a população não deveria ficar preocupada, pois o reino daria total suporte aos novos heróis para continuarem trabalhando na defesa da cidade de águas profundas.

A multidão bateu palmas ao fim do discurso o rei acenou para o publico e deu por inicio as festividades. Várias barracas ao redor da praça serviam comida e varias casas foram adaptadas pelos próprios moradores para servir bebida e comida para o evento, a banda real começou a tocar enquanto isso Argus e os outros heróis andavam por entre o povo.

Aaron segui de perto Argus, Alex seguia investigando o palco e tentava conseguir permissão para ter acesso a ele, Nico seguia furtando o máximo de pessoas possíveis. É provável que mais da metade da população de águas profundas estava reunida na praça celebrando, o tempo foi passando e assim que o sol se pos e fogos de artifício iluminaram o céu da cidade, Argus completamente eufórico sobe com um pulo no palco, pede para a banda parar por um momento, pois ele tinha um anuncio a ser feito.

Aaron que já tinha perdido toda a esperança de ter um combate com Argus estava observando as ruas próximas, que davam acesso a praça e notou como as ruas estavam desertas, notou também que a uns 100 metros de distancia da praça, nas ruas de acesso estavam posicionados cavaletes, iguais aos que viu anteriormente pela parte da tarde. Por um momento ele pensou ter visto algo se mover em um beco próximo e ficou curioso.

Argus conseguiu o silencio de todos na praça, com os braços ao ar deu um grande sorriso e disse:

- Povo de águas profundas gostaria de dizer...

Uma flecha rasga o céu noturno e acerta Argus no peito, o herói cai em choque no palco com um ferimento gravíssimo. Um dos hérois que estava próximo de Argus correu em seu socorro e tentou desesperadamente tratar o ferimento.

Histeria coletiva, pessoas começaram a correr em todas as direções enquanto uma chuva de flechas caia sobre a praça. Alex corre para de baixo do palco tenta conjurar uma magia de proteção sobre Argus, mas sua magia falha. As pessoas começam a cair no chão de maneira muito rápida, muitas se escondem dentro dos prédios próximos alguns tentam correr pelas ruas de acesso. Aaron está observando o caos próximo a uma casa de esquina, tentando identificar a origem dos ataques, mas são muitas flechas e está muito escuro para se rastrear alguma coisa. O outro herói que estava na praça corre em meio à multidão em pânico e invade um prédio próximo já com sua espada em mãos.

Alex corre para o palco e vê pela primeira vez uma brecha na segurança para subir. Nico já estava confortavelmente dentro de uma loja escondido atrás do balcão. Aaron em meio a confusão é atingido por uma flecha, mas não foi um ferimento grave, enfurecido ele olha ao redor a procura do seu agressor, ele olhou para a rua a sua direita viu uma cena estranha, uma das poucas pessoas que sobreviveram ao ataque e que estava fugindo pela rua, foi acertada por uma flecha, mas o homem não desistiu de fugir, um vulto saiu correndo de um beco se abaixou próximo ao homem e logo em seguida saiu correndo de volta a seu esconderijo.

Aaron sem pensar duas vezes se joga na janela ao seu lado, assustando os refugiados que se escondiam do ataque no local, todos começam a gritar pedindo ajuda e implorando para não serem mortos. Sacando a sua espada e dando um grito gutural, Aaron fez com que quase todos se calassem, um dos homens próximos perguntou quem ele era. Aaron apontou sua espada para o homem com um olhar frio e cintilante, o homem se calou.

Aaron subiu as escadas e encontrou uma janela que dava para o beco, ao olhar para a janela viu três homens usando capuz agachados conversando. Aaron deu um passo para trás, quebrou a fecha que estava presa em seu braço e pulou pela janela em ataque! O barulho da janela quebrando chamou a atenção do grupo, que conseguiu desviar do ataque a tempo. Aaron caiu no chão acertando uma espadada fria na terra batida. Um dos encapuzados tentou atacar Aaron caído no chão, mas o guerreiro sem muita dificuldade se defendeu do golpe, e no mesmo movimento desferiu um golpe horizontal mortal em seu agressor.

Escondido dentro de uma loja com outros refugiados, Nico e os outros escutaram o barulho de vidro quebrando vindo de trás da loja, o medo que já era presente nos olhos dos presentes acabara de tomar controle de seus corpos todos estavam em silencio e agrupados, Nico optou por ir verificar o que tinha acontecido, encontrou uma porta ao fundo que dava para o beco, mas não encontrou nenhum sinal de invasão da propriedade. Nico abriu a porta lentamente no mento em que viu ao fundo dois homens lutando e outros dois homens passarem correndo ao lado de sua porta. Esperou um momento e assistiu ao curto confronto dos dois homens ao fundo do beco, viu o Homem vencedor sacar um arco e mirar em direção aos fugitivos.

Nico observou melhor e viu que o homem estava a uma distancia muito longe dos seus alvos, e decidiu abrir a porta. Aaron viu o quarto homem abrindo a porta e mudou de alvo instantaneamente, "parado e mãos onde eu possa ver! AGORA!" gritou Aaron.

- Fique tranqüilo guerreiro, eu não sou uma ameaça a você.

- Mas eu sou uma ameaça a você, então é bom que me obedeça e responda minhas perguntas!

- Bom eu já estou com as mãos no ar, o que quer saber agora?

Um barulho de passo em poça d'água atrás de Aaron interrompeu a conversa, em um movimento rápido Nico atira uma adaga por cima do ombro esquerdo de Aaron, um homem vestindo capuz é atingido e cai ao chão. Aaron rapidamente avança em direção ao homem, que em um movimento rápido leva a mão a boca e antes mesmo de Aaron ter tempo de lhe dizer alguma coisa, o homem já estava morto.

- Que tipo de pessoas são essas que tiram sua própria vida sem pensar duas vezes?

- Eu não sei, só sei que estou puto e quero acertar umas contas com o cretino que me acertou essa flecha!

- Ele deve ter tomado algum tipo de veneno, verifique se tem alguma coisa com ele que possa nos dar mais informações?

- Bom, ele está vestindo roupas comuns, parece ser um aldeão normal, tirando o fato dele ter um arco longo duas adagas e uma espada curta, ambos os corpos tem praticamente o mesmo equipamento.

- Isso quer dizer que eles estavam provavelmente envolvidos com esse ataque.

- Espere um momento, um deles tem dois pergaminhos na aljava, um deles em branco.

- Esse aqui tem um pergaminho também.

- Bom, esse outro aqui nada mais é do que o cronograma das festividades, igual ao que estavam distribuindo pela cidade.

- Sim, igual ao que esse aqui tem.

Gritos de socorro começam a ser ouvidos de dentro das casas ligadas ao beco. Nico e Aaron correm na direção em que os outros dois encapuzados correram. Alex subiu correndo no palco onde Argus estava caído em choque e sangrando muito, o coronel que estava organizando a segurança do local estava próximo ao outro herói no palco tentando conter o ferimento, Alex correndo em meio as flechas que ainda caiam no palco se ajoelhou próximo a Argus. O coronel assustado vira para o anão e diz:

- Pensei ter dito que você não tinha permissão para acessar o palco.

- Sim, mas se tivesse me permitido entrar seu herói não estaria à beira da morte, afastem-se sou clérigo de St. Cuthbert.

- Há... então é isso que essa tatuagem no seu braço quer dizer.

- afaste-se coronel deixe que meu Deus trabalhe.

Com um movimento rápido com as mãos em posição de prece as duas tatuagens no braço se complementam e o símbolo de St. Cuthbert se revela, as mãos do anão se enchem de luz. O anão cobre a flecha com as mãos iluminadas pelo poder de St. Cuthbert, a flecha lentamente sai do ferimento que se fecha diante dos dois expectadores.

Argus acorda instantaneamente e leva a mão ao ferimento recém curado. tenta se levantar mas o coronel o impede. Um assobio vindo da escada de acesso chama a atenção do grupo, o general está abaixado fazendo sinal para que tragam Argus para fora do palco. Em meio ao caos o coronel carrega o corpo de Argus, poucas pessoas ainda estão em pé, a maioria delas são soldados aflitos tentando encontrar a origem dos ataques o numero de mortos é incrível. o general coloca Argus no cavalo e avisa que está levando o herói para o castelo.

O general vira o cavalo em direção ao castelo, Argus estica o braço em direção a Alex e pede para que o anão fique e ajude os outros. O cavalo parte em direção ao castelo. Alex, coronel johan e o herói Thomas correm em direção aos feridos que se espalham pela praça em numero assustador, gritos são ouvidos de dentro das casas e lojas ao redor da praça.

Nico e Aaron saem do beco de frente para a praça e se deparam com um cenário totalmente diferente do que viram a cinco minutos atrás. Inúmeras pessoas feridas e mortas espalhadas pelas ruas, casas e lojas destruídas, algumas pegando fogo. De repente do outro lado da praça um barulho ensurdecedor chama a atenção de todos os ainda vivos na cena do massacre.

Do terceiro andar do prédio, onde um dos heróis havia entrado anteriormente, todos avistam dois homens em queda livre, um deles está com uma espada cravada no peito, o outro está segurando a espada com as duas mãos e com os dois pés no peito da vítima. Assim que caem no chão, o assassino rola elegantemente assim que aterrissa e sai correndo em direção a uma das ruas de acesso a praça em fuga.

Thomas grita de ódio ao reconhecer seu amigo Fergus morto e parte furiosamente em perseguição ao assassino, Alex, sem pensar duas vezes, parte em direção ao herói gravemente ferido com a espada cravada no peito. Porém quando estava a uns 6 metros de distância do corpo, viu o herói incapacitado ser atingido impiedosamente por uma bola de fogo, a explosão jogou Alex para longe.

Todos os outros sobreviventes viram a origem da mágica, o assassino parou sua fuga para desferir o golpe de misericórdia no herói caído. Thomas assistiu Fergus morrer carbonizado impotente, arrancou a capa real que vestia e exibiu uma armadura prateada muito imponente, o rosto enfurecido transbordava ódio.

Com um movimento de mão muito claro o assassino apontou para a praça e lançou outra bola de fogo em direção aos soldados que estavam parados, sincronamente dez encapuzados caíram dos prédios ao redor da praça e começaram a atacar os últimos sobreviventes.

Dois desses encapuzados caíram de costa para o beco onde Nico e Aaron estavam parados observando a cena toda. Sem pensar duas vezes Aaron largou uma flechada no arqueiro a esquerda, Nico partiu em direção do mesmo e o matou com uma facada silenciosa. Aaron sacou outra flecha e foi caminhando em direção ao outro arqueiro que estava distraído a sua direita, o arqueiro atacava furiosamente os últimos soldados vivos e o coronel que estava caído no chão logo depois da explosão.

Aaron fez sua mira e desferiu seu tiro no ombro do arqueiro, que ao se virar para procurar seu agressor foi atingido novamente e morreu sem mesmo ver seu algoz. Aaron seguiu caminhando em direção aos outros arqueiros a direita, Nico se escondeu de baixo de um posto de observação militar, e silenciosamente foi assassinando um por um dos arqueiros atacantes próximos.

Alex não demorou muito tempo abriu seus olhos, ele estava caído a menos de 5 metros de um dos arqueiros e não muito mais longe havia outro, muito ferido devido à explosão, Alex usou seus poderes em suas queimaduras, se recuperando o suficiente para levantar e para chamar atenção dos dois inimigos próximos. Levantando-se rapidamente, o anão levanta seus braços e grita, um rugido longo e grave ecoou pela praça um dos arqueiros cai para tras em pânico o outro fica paralisado de medo e não conseguiu atacar.

Enquanto isso o Thomas finalmente alcança o assassino, que o espera em guarda. Aaron aproveitando a situação dispara um tiro em direção ao Assassino, que é atingido, aproveitando a guarda aberta, Thomas desfere um golpe certeiro no misterioso assassino. Nico continua assassinando arqueiros distraídos ao seu alcance, e nota que o homem deitado usando a armadura com ombreira vermelha tomou uma poção. Segundos depois ele levanta do lugar onde estava e saiu correndo em direção a Thomas que lutava contra o assassino.

Aaron sacou a ultima flecha e atirou no arqueiro próximo ao anão, largou seu arco e tranquilamente sacou sua espada e tacou um dos arqueiros que estava paralisado de pânico a sua frente. O anão vendo que seu adversário mais próximo não conseguiu reagir, aproveitou o momento para sacar sua besta, o arqueiro foi atingido pela flecha que Aaron disparou, aproveitando a situação, o anão atira sua besta, porem o tiro não foi o suficiente para matar o arquereiro, que ainda ficou de pé.

Gravemente ferido o arqueiro encapuzado atira no anão, que não estava totalmente recuperado da explosão anterior, a flecha atinge o anão no braço, o ferimento é grande mas não é fatal. Alex se encontrava numa situação muito desfavorável, ferido gravemente e ainda tendo que recarregar sua besta para poder atirar, ele teria sido morto se o guerreiro Aaron não fosse tão eficiente com uma espada nas mãos.

Inesperadamente, do templo de Torm, saiu uma homem vestindo somente calças e segurando uma maça de guerra grande, coberto de sangue ele parte em direção aos últimos arqueiros que se encontravam próximo ao templo.

Coronel Johan jogou seu corpo em uma investida energética contra o assassino que ainda lutava com Thomas, o assassino vai ao chão, Thomas pula atacando o adversário caído, porém o assassino se defende agilmente. Em um movimento rápido o assassino segura a perna de Thomas e logo em seguida uma luz muito forte e um barulho de trovão chama a atenção dos sobreviventes, quando todos recuperam o foco, constatam que o coronel estava deitado no chão completamente contorcido, Thomas em fúria ainda de pé levanta sua espada mais uma vez em direção ao assassino, que dessa vez se esquiva do golpe passando por baixo das pernas do herói, que erra o golpe, o assassino aproveitando a situação desfere um golpe mortal no pescoço de Thomas que cai morto.

Aaron saca seu arco, e aponta em direção ao assassino que já tinha voltado seu foco para os sobreviventes. De repente, ao fundo, escutam o som de cavalos, muitos cavalos, o assassino vacila por um momento, vira as costas e foge. O guerreiro aponta seu arco e dispara uma flecha reciclada em direção ao fugitivo, a flecha atinge o ombro do alvo fazendo com que sua capa caia. Todos os sobreviventes observam o humano moreno de cabelo negros sair correndo, usando uma armadura leve, fugir pelas ruas escuras.

O paladino do templo de Torm explica que todos que se refugiaram no templo também foram mortos e que ele sobreviveu, pois ele era um dos últimos paladinos no dormitório, quando ele acordou encontrou muitos corpos pelo templo e esses encapuzados exterminando quem ainda estivesse vivo.

Os cavaleiros socorreram os últimos sobreviventes, e levaram todos os feridos para o castelo para serem tratados. Na manhã seguinte, os três sobreviventes foram chamados pelo rei para deporem sobre os eventos acontecidos na noite anterior. Apos contarem tudo aquilo que lembraram foram dispensados pelo rei e receberam ordens de não deixar o castelo até segunda ordem.

Assim que saíram da sala Nico lembrou Aaron sobre o pergaminho apagado, Aaron se recordou e puxou do bolso o pedaço de papel, Alex prontamente pediu para analisar o pergaminho, sem muita dificuldade o anão percebeu que o pergaminho possuía uma magia de criptografia. Nessa hora foram interrompidos:

- Não acredito que você sobreviveu ao ataque de ontem nobre anão. (Argus)

- hã? Bom dia Lord Argus, vejo que o tratamento real é muito eficiente. (Alex)

- Sim de fato é, ja estou totalmente recuperado, deve ser o fato da comida desse lugar ser muito boa.(Argus)

- Você está muito alegre pra uma pessoa que perdeu dois amigos, não? (Aaron)

- Não posso me deixar abalar pela morte dos meus amigos, a segurança do reino depende da minha integridade emocional e intelectual (Argus)

- Hunf...(Aaron)

- Vejo que vocês têm um pergaminho nas mãos, não foi muito difícil escutar também que esse pergaminho pertencia a um dos misteriosos atacantes de ontem. (Argus)

- Sim, existe uma mensagem nesse pergaminho que eu não decifrei. (Alex)

- Deixe-me ver o pergaminho por um instante... (Argus)

- Como o senhor escutou esse pergaminho estava na aljava de um dos encapuzados de ontem, e provavelmente possui informações valiosas. (Nico)

- Muito bom saber disso, sendo assim, estou confiscando esse artefato, em nome da segurança da cidade. (Argus)

- Nada disso, esse pergaminho é meu e ninguém vai confiscar nada hoje. (Aaron)

- Sr. Guerreiro, creio que se chama... (Argus)

- Aaron! (Aaron)

- Justamente senhor Aaron, as informações contidas nesse pergaminho são de importância vital para a segurança da cidade de águas profundas, como o seu amigo acabou de dizer. (Argus)

- ele não tem conhecimento suficiente para compreender o que está escrito nesse pergaminho... (Argus)

- Mas eu nem tentei ler ainda senhor. (Alex)

- Já que essas informações são vitais para a segurança do reino creio que não há nada de errado em permitir que o clérigo tente ler o que está escrito agora e assim você não tem que confiscar o "nosso artefato". (Nico)

- Sim, deixe o clérigo tentar ler o pergaminho, eu que sou o dono desse pergaminho tenho tanto direito e curiosidade pra saber o que está escrito quanto o governo dessa cidade. (Aaron)

- Ok, mas saibam que dependendo da informação que for revelada, talvez vocês tenham que ser presos ou executados em nome da segurança da cidade. (Argus)

- Deixe o Anão fazer o que sabe! (Aaron)

A conversa foi interrompida pela voz rouca do rei, que saiu da sala tranquilamente.

- Então vocês tem mais informações para nos dar. (rei)

- Sim sua majestade eu estava prestes a levar... (Argus)

- Não, você estava preste a deixar o clérigo ler ao pergaminho! (Aaron)

- Sim, é verdade! ( Nico & Alex)

- Pois bem Sr. Clérigo, faça sua parte... (rei, tomando o pergaminho da mão de Argus e entregando ao Anão)

- Pois bem. ( Alex faz um gesto pedindo silencio)

momentos depois ele diz...

- Perdão senhor mais eu não tenho conhecimento suficiente para entender o que está escrito aqui. (Alex)

- Então peço que deixem Argus levar o pergaminho a torre dos magos para decifrem esse código. (rei)

- Sim senhor, farei isso agora! (Argus)

- Sua majestade, um momento. Acredito que “nos” temos o direito de saber o conteúdo dessa mensagem assim que revelada, já que o pergaminho “nos pertence”! (Nico)

- Pois bem, mas saibam que essa mensagem pode conter conteúdo que talvez você, Aaron, se arrependa de saber. (rei)

- Eu tenho tanto direito de saber o conteúdo desse pergaminho quanto o governo dessa cidade! (Aaron)

- ..... ok, se desejas tanto saber o conteúdo dessa carta você terá que jurar lealdade ao governo de águas profundas, na verdade, todos vocês sobreviventes devem fazer isso. (rei)

- E o que eu ganho com isso? (Nico)

- Hospedagem no castelo, segurança e algum tipo de acesso aos locais reservados ao governo da cidade. (rei)

- Seria uma honra servir a essa cidade senhor. (Alex)

- Só isso? Não vamos ganhar nada mais? Tipo uma recompensa!? (Nico)

- Eu não ligo pra essas coisas só quero o que é meu por direito. (Aaron)

- Jovem Nico. Acredito que o broche do governo da cidade vai lhe fornecer mais bonificações que o merecido, acredite, é uma troca mais que justa, ela é irrecusável. (rei)

- Majestade. Estou partindo para a torre dos magos levando o pergaminho como solicitou. (Argus)

- Sim, vá imediatamente e não fale com mais ninguém sobre isso. (rei)

- Há... Eu acho que ainda dava pra gente receber mais coisas, já que somos sobreviventes do massacre... (Nico)

- O que tanto reclamas Nico? Preferes morrer para manter sua lealdade e manter nossos segredos em silencio? (rei)

- ... OK, ok, eu vou para meu quarto... (nico)